segunda-feira, 30 de março de 2015

Ternura.

"É tão sutíl e tão importante,que alenta a vida.Muitas criaturas a negam,porem não a dispensam.Tímida,faz-se quase imperceptível,todavia emoldura e mimetiza quem a doa,quem a recebe.Transparece num olhar,como uma estrela num céu atapetado de astros;exterioriza-se,num sorriso como uma canção tocada numa harpa a distância;irradia de uma palavra,qual o vôo de uma ave grácil no espaço azul;dilata-se,num silêncio qual solau interrompendo uma melodia trazida pela brisa;fala sem voz,atua sem mão,brilha sem luz...Ternura é alma e é coração.Espontânia,não pode ser imposta;livre,não se expressa subalterna;santa,não corrompe,nem se corrompe.Faz muita falta a ternura na terra!Não impõe interesses mesquinhos nem fiscaliza paixões.Brota como uma flor que explode de um botão aos ósculos do sol.A ternura propõe harmonia,e quando chega,apazigua.Emoldura a alma com o amor puro,fecundado nas santas intenções e descobrirás a ternura exteriorizando-se de ti e a ti retornando,por ser mais forte expressão que traduz elevação do espirito.Se não vige assim eis que o sentimento nutrido está intoxicado:ainda não é amor.Ternura é benção-frui-a sob a inspiração do amor que deves enternecer,a fim de facilitar a quem amas."Divaldo Franco.

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